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Greta Thunberg é uma adolescente sueca. Aos 16 anos, ela tem ainda um rosto quase infantil e usa duas tranças compridas, surgindo debaixo do gorro de lã. Para quem não acompanhou a história, lá vai: no verão de 2018, Greta se indignou com as ondas de calor e os incêndios no país. E resolveu se mobilizar por conta própria. 

Escreveu um cartaz de protesto contra a falta de iniciativa do governo frente às mudanças climáticas — especialmente quanto à redução das emissões de carbono — e foi solitariamente se postar em frente ao Parlamento, em Estocolmo. Não ficou sozinha por muito tempo: sua coragem detonou diversas manifestações de estudantes mundo afora, e ela foi indicada para o Nobel da Paz.

Essa jovem é um perfeito exemplo de iniciativa individual que, no entanto, é maior que o indivíduo. E, com ela, a gente aprende uma lição: não importa a idade ou a estratégia, quando você tem a certeza de que é preciso se posicionar pelas suas convicções. Greta chamou a atenção do mundo. Diversos outros protestos foram organizados, e o assunto em pauta — o agravamento da tragédia ambiental — ganhou força.  

O historiador Pablo Diener, da Universidade Federal de Mato Grosso, confirma que a iniciativa de Greta canalizou um anseio coletivo. “Ela é uma figura ímpar, que se tornou porta-voz de uma angústia social”, diz ele. “A menina tem certamente uma força fabulosa, e seu protesto foi disparador de diversos outros pelo mundo afora. Greta criou ali uma pressão importante, ao se dispor a fazer alguma coisa concreta pela agenda do clima. O individual se tornou coletivo.”

Mas isso me faz pensar no aqui e agora. A gente pode aprender muito com a jovem Greta. Na vida pessoal, na família, na ação coletiva. Liderar um grupo que instaure a coleta seletiva de lixo na sua rua – por que não? Criar um projeto que leve alimento e higiene aos moradores de rua, com um grupo de amigos? Só depende da gente.  

 

Vamos olhar em volta, com espírito de transformação e fé em mudanças necessárias.

Lembrei agora da maravilhosa iniciativa de Teresa Stengel, que fundou a ONG One by One, para ajudar famílias com crianças especiais, a partir de um episódio isolado. Ela, que tem um filho com mielomeningocele, doença congênita que afeta a coluna vertebral, se comoveu no hospital, com a mãe de outro paciente sem condições financeiras de comprar uma cadeira de rodas. A partir daí, criou uma rede de apoio que se transformou nessa ONG.

Vamos olhar em volta, com espírito de transformação e fé em mudanças necessárias. Às vezes, um gesto, uma iniciativa, um único movimento mobiliza toda a sociedade, e traz felicidade e consolo a muita gente. Ou, pelo menos, coloca um tijolinho naquela construção do bem, da justiça e da bondade. A bondade pode ser contagiosa! Como dizia o publicitário Carlito Maia, “uma vida não é nada. Com coragem, pode ser tudo”. Nada mais verdadeiro.

 

Uma voz já muda o mundo

Quando uma pessoa toma a iniciativa, inspira outras a transformar a realidade, mostra Márcia Peltier.

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