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Habilidades em falta no mercado

A importância de desenvolver e usar habilidades sociais e emocionais está crescendo. Dados apontam que de 30% a 40% das funções nos setores em crescimento exigem soft skills.

 

À medida que o mundo desenvolve uma IA mais sofisticada e as tecnologias se tornam onipresentes, a vantagem competitiva de profissionais e organizações vai ter cada vez mais relação com as habilidades humanas (compaixão, empatia, etc.). Isso quer dizer que quem quiser prosperar no mundo tecnológico deve priorizar a inteligência emocional e as habilidades sociais.

 

Para Ryan Jenkins, especialista em gerações e futuro do trabalho, novas funções — aquelas que não vão ser eliminadas pela automação — exigem substancialmente mais habilidades sociais do que os trabalhos de chão de fábrica (industriais) que antes impulsionavam a economia. “Robôs ainda não conseguem ser amigáveis, iniciar uma conversa fiada ou acalmar clientes insatisfeitos. Isso oferece oportunidades para as pessoas. Acontece que muita gente também não é muito boa nisso”, observa.

 

De acordo com o relatório “2019 State of the Workplace”, da SHRM, entre as seis principais habilidades em falta em candidatos a vagas de trabalho, as três primeiras são soft skills:

 

37% Resolução de problemas, pensamento crítico, inovação e criatividade

32% Capacidade de lidar com complexidade e ambiguidade

31% Comunicação

30% Habilidades técnicas de ofício (carpintaria, encanamento, soldagem, maquinário, etc.)

20% Análise de dados (Data Science)

18% Ciência/ Engenharia/ Medicina

 

Segundo o estudo, quem contrata hoje já não busca o mesmo nível de conhecimento profundo e habilidade técnica que buscava no passado. De fato, 90% dos empregadores dizem que estão abertos a aceitar candidatos não tradicionais, sem diploma universitário de quatro anos e 47% dizem que contratariam candidatos com diploma de curso online aberto (MOOC). Além disso, 40% acreditam que a inteligência artificial (IA) vai ajudar a preencher a lacuna de habilidades.

 

Diante dos dados, Jenkins prevê que “a expansão da IA só vai tornar as habilidades sociais e emocionais mais necessárias e valiosas, porque são as habilidades que os robôs não podem automatizar. Além de serem mais intercambiáveis entre carreiras e setores”.

 

Fonte: Inc.