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Buscando eliminar o trabalho infantil

“O trabalho infantil é uma forma de exploração que viola um direito humano, prejudicando o desenvolvimento físico, social, mental, psicológico e espiritual da criança, além de privar meninos e meninas de sua infância, dignidade e educação”. É assim que a Norma internacional ABNT ISO26000, referente a Diretrizes sobre Responsabilidade Social Empresarial, descreve as consequências do trabalho infantil.

 

A exploração do trabalho infantil é seríssima, com efeitos que vão desde evasão escolar até exploração sexual e violência. Dados do Instituto Ethos mostram que cerca de 152 milhões de crianças no mundo são vítimas dessa grave violação de direitos humanos, sendo 88 milhões de meninos e 64 milhões de meninas. Por isso, a eliminação efetiva do trabalho infantil exige uma ampla colaboração em sociedade. No entanto, pelo poder de não permitir mão de obra infantil na cadeia produtiva e nos locais onde operam, as empresas têm um papel fundamental nessa tarefa.

 

Como forma de contribuir para a construção de uma cultura empresarial no Brasil que priorize a aprendizagem profissional e a erradicação do trabalho infantil de forma sistemática, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Instituto Ethos e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio do Unicef e outras entidades, lançou a Rede de Empresas pela Aprendizagem e Erradicação do Trabalho Infantil.

 

Trata-se de uma aliança na qual as empresas se comprometem a compartilhar boas práticas e desenhar estratégias que permitam apoiar a erradicação do trabalho infantil e a promoção da aprendizagem profissional.

 

De acordo com a iniciativa, as empresas participantes têm o objetivo de estabelecer boas práticas de trabalho e cooperar com outras organizações e órgãos públicos para retirar as crianças do trabalho e colocá-las em uma educação em tempo integral, gratuita e de qualidade.

 

Afinal, crianças que não concluem sua educação básica tendem a permanecer analfabetas e a nunca adquirir as habilidades necessárias para conseguir um emprego que permita que elas contribuam para o desenvolvimento de uma economia moderna.

 

Conforme documento divulgado pelo Instituto Ethos, um dos parceiros da iniciativa no Brasil, “a consequência do trabalho infantil são trabalhadores despreparados e desqualificados, prejudicando a possibilidade de melhorar habilidades futuras dessas pessoas e, consequentemente, impactando o desenvolvimento socioeconômico futuro”.

 

Fonte: Instituto Ethos