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Liderança humilde

A gestão tradicional baseia-se em uma hierarquia vertical, com ênfase em relacionamentos formais, distância profissional e todas as determinações vindas dos chefes. Mas essa abordagem, segundo Edgar H. Schein e Peter A. Schein, especialistas em cultura organizacional e autores de “Humble Leadership” (Liderança Humilde), tornou-se “irremediavelmente inflexível e desatualizada”.

 

Em sua visão, à medida que as organizações enfrentam um cenário cada vez mais complexo e interdependente, a liderança deve se tornar mais pessoal, a fim de garantir uma comunicação aberta e confiável, que vai possibilitar soluções mais colaborativas e inovadoras. Ou seja, para eles a liderança é sempre uma relação que deve prosperar em uma cultura de colaboração, abertura e confiança.

 

Dessa forma, os autores abrem caminho para uma perspectiva criativa sobre a liderança, que incentiva a vulnerabilidade e a empatia como forças. “O papel dos líderes é ajudar as pessoas a se sentirem decididas, motivadas e energizadas, para que possam trazer o melhor de si para o trabalho. Isso exige de quem está no topo uma mentalidade humilde, de um líder servidor, dando apoio para que os profissionais aprendam e se desenvolvam”, explicam.

 

Para eles, a liderança pode ocorrer em qualquer nível, em qualquer equipe ou grupo, reunião, redes ou unidades de trabalho específicas ou dispersas. Seu argumento é que a liderança pode ser exercida por membros da equipe com a mesma freqüência do que líderes formais. “O princípio principal da liderança humilde é empoderar todas as pessoas dentro das organizações, independentemente de seu cargo ou função — algo que falta no modelo padrão hierárquico ‘comando-e-controle’”, apontam Schein & Schein.

 

Ao defender uma liderança mais dispersa e organizações com estruturas mais planas, os especialistas acreditam que o conhecimento de todos pode ser mais bem aproveitado para obter novas ideias e contribuições inovadoras em benefício do negócio.

 

De fato, para conversar com as novas tendências nos relacionamentos, trabalho em grupo complexo, diversidade e cultura psicologicamente segura para as pessoas, a liderança precisa ser reinventada, com humildade, comunicação aberta e confiável.

 

“A humilde é a chave para alcançar a criatividade, adaptabilidade e agilidade que as organizações precisam para sobreviver e crescer no contexto atual”, concluem.

 

Fonte: Edgar H. Schein e Peter A. Schein (“Humble Leadership”)