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Sintonizando o cérebro para aprender

Entender como o cérebro funciona e usar esse conhecimento para beneficiar a aprendizagem ajuda a influenciar positivamente a educação e preparar aprendizes para enfrentar melhor desafios futuros.

 

Segundo o psicólogo Louis Cozolino, que aplica lições da neurociência social à sala de aula, ideias científicas sobre o cérebro são muito úteis para melhorar o ensino. Confira algumas a seguir:

 

Novidades: A curiosidade — desejo de explorar e impulso de buscar novidades — desempenha um papel importante em nossa sobrevivência. Fisicamente, somos recompensados ??pela curiosidade que, diante de algo novo, estimula a produção de dopamina e outros neurotransmissores, mensageiros químicos responsáveis por diversas funções cerebrais e do corpo.

 

Atenção curta e materiais variados: Como nosso cérebro evoluiu para permanecer vigilante em um ambiente em constante mudança, aprendemos melhor em breves intervalos. É por isso que o cérebro tem capacidade de atenção curta e precisa de processamento de diversos meios para que um aprendizado mais profundo se realize. Essa é provavelmente uma das razões pelas quais variar materiais, fazer pausas e até dar cochilos intermitentes facilitam o aprendizado.

 

Repetição: Por causa da atenção curta do cérebro, é importante para quem ensina restabelecer a atenção dos aprendizes a cada 10 minutos e continuar mudando o foco da atenção para novos tópicos. A repetição dos pontos importantes de uma lição é o que garante a fixação do aprendizado. Sem repetição, tudo o que foi aprendido tende a ser esquecido.

 

Memória: Como todas as redes neurais visuais, semânticas, sensoriais, motoras e emocionais contêm seus próprios sistemas de memória, aprender por vários meios que envolvam cada uma dessas redes aumenta a probabilidade de armazenamento e recuperação do que foi aprendido.

 

Visão: Temos uma capacidade incrível de nos lembrar de imagens. De fato, 75% do conhecimento assimilado é aprendido pela visão. Por isso, informações escritas ou faladas combinadas com uma imagem resultam em melhor recordação. Escute um trecho de informação e três dias depois você vai lembrar apenas 10% do que ouviu. Acrescente uma imagem e você vai lembrar 65%.

 

Em suma, há uma maior probabilidade de que a aprendizagem possa se propagar fora da sala de aula se for organizada em redes sensoriais, físicas, emocionais e cognitivas combinadas.

 

Para testar seu estilo de aprendizagem, clique aqui:

http://www.cchla.ufpb.br/ccmd/aprendizagem/

 

Fonte: Greater Good Magazine