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Por que a Gen Z é mais empreendedora

Para a Dra. Anna Powers, consultora e acadêmica premiada (primeira mulher a receber o prêmio Global STEM Leadership), o empreendedorismo está em voga não só pelo sucesso que startups alcançam, mas também pelo fato de grandes grupos de tecnologia terem redefinido o acesso a recursos, pessoas, ideias e experiências. “Devido à história de sucesso de várias novas startups, que também remodelaram nossas experiências de vida, o empreendedorismo virou uma palavra moderna e atual”, diz.

 

Nesse cenário, Powers vê a geração Z, que está começando a atuar no mercado de trabalho, como o grupo geracional mais acostumado a aprender e se comunicar por meio da tecnologia. “A geração Z viveu a maior parte de suas vidas em torno de computadores, smartphones e vários outros dispositivos. Sua aprendizagem foi definida pelo acesso e amplidão da internet, bem como por várias tecnologias digitais na sala de aula”, destaca.

 

Para a consultora, a flexibilidade oferecida pela tecnologia cria a oportunidade para experiências personalizadas, por isso pessoas dessa geração tendem a se afastar de papéis mais tradicionais e definidos. “Um estudo feito pela Universum Global, com 50 mil estudantes da geração Z descobriu que 36% dos ‘Zs’ temem ficar presos em carreiras que não permitam oportunidades de desenvolvimento. Muitos têm preferência por iniciar seu próprio negócio ou trabalhar por projeto. Em outras palavras, eles não querem ficar restritos ou limitados”, conta.

 

Outro dado que Powers mostra é que 56% preferem começar a trabalhar em vez de ir para a faculdade. “Isso significa que os ‘Zs’ não consideram a faculdade como uma etapa necessária para o sucesso. De fato, por aprender mais usando tecnologias digitais em vez de métodos tradicionais, eles confiam mais que podem aprender de fontes não tradicionais e obter sucesso”, observa.

 

Para Powers, diante de todos esses fatores, parece que muitos “Zs” se sentem confortáveis ??em papéis não tradicionais, sem limitações. “O desejo por uma carreira mais maleável é expresso pelo interesse desse grupo de não ficar limitado, aí acaba se adaptando bem ao empreendedorismo. Claro, isso anda de mãos dadas com a atual tendência de um mercado de trabalho mais flexível e informal, que emprega mais profissionais sem vínculo empregatício que atuam prestando serviços remotamente, por projeto”, analisa.

 

Fonte: Entrepreneur/Forbes