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Como estimular autonomia no trabalho

Quem quer receber ordens a cada passo? Talvez existam poucas pessoas que se encaixam nesse perfil, mas, para Tracy Maylett, CEO da consultoria de gestão DecisionWise, isso não funciona com bons profissionais — ou bons gestores. É aí que entra em cena a autonomia equilibrada e efetiva.

 

A autonomia, segundo ele, é um dos elementos essenciais para promover engajamento em colaboradores. Ele explica que autonomia não significa trabalhar isolado ou fazer o que bem quiser. Autonomia é ter mais flexibilidade para decidir e fazer escolhas dentro de limites acordados e orientação clara da liderança. “Sem isso, sua equipe pode se tornar a ‘terra dos mortos-vivos’, perambulando sem parar à maneira de zumbis, esperando para ser informada sobre o que fazer a seguir. Não é um local de trabalho agradável para profissionais nem gestores, em qualquer nível”, afirma.

 

A seguir, confira 6 formas, listadas por Maylett, de estimular a autonomia em sua equipe:

 

1. Erros vão ser cometidos. Acalme-se!

Qualquer gestão que é destrutivamente crítica quando erros são cometidos matam a iniciativa e, consequentemente, a motivação dos colaboradores. Se as organizações pretendem crescer, é essencial que estejam cheias de pessoas engajadas e com iniciativa. Isso não acontece quando as pessoas trabalham com medo.

 

2. Contrate pessoas autônomas.

Algumas pessoas, embora poucas, simplesmente não escolhem ser autônomas. Portanto, contrate uma equipe que possa se engajar naturalmente, forneça às pessoas o que elas precisam para fazer bem seu trabalho e, em seguida, saia do caminho. Isso incentiva os profissionais a assumir riscos, experimentar novas ideias e inovar.

 

3. Construa confiança.

Sem confiança, a autonomia é impossível. Quando a confiança está presente, ela envia aos profissionais a mensagem de que eles estão no comando do seu tempo, esforço e recompensa. É um processo de mão dupla. Como colaborador, devo confiar em meu gestor. Ao mesmo tempo, devo sentir que ele confia em mim. No entanto, muitos gestores sentem a necessidade de “pôr a mão na massa” constantemente. O ponto é que quando um colaborador sente que é confiável para seu gestor tem mais probabilidade de se sentir engajado do que quando essa confiança não existe.

 

4. Dê liberdade de escolha dentro de limites.

A liberdade de escolha é um elemento-chave para a autonomia, mas a escolha em excesso pode ser prejudicial. É por isso que aqueles que pensam que a autonomia significa que não há limites estão errados. De fato, linhas bem demarcadas — e um sistema para responsabilizar as pessoas pelos resultados — são essenciais para a autonomia florescer. Dentro de limites claros, é possível capacitar as pessoas a determinar como vão realizar as tarefas pelas quais são responsáveis.

 

5. Conceda autoria aos colaboradores.

Autoria acontece quando o que estou fazendo torna-se “meu”. A autonomia efetiva capacita o profissional a descobrir o significado por trás do seu trabalho. Incentivar um profissional a aplicar suas habilidades em uma iniciativa da organização dá a ele a oportunidade de usar o que sabe para beneficiar o negócio, assim o projeto deixa de ser um “projeto da empresa” e na mente dele passa a ser “meu projeto”, fazendo toda a diferença no empenho dessa pessoa.

 

6. Dê ferramentas para que as pessoas atinjam as metas.

Dê aos seus colaboradores as ferramentas e os recursos de que precisam para alcançar suas metas. Treinamento, tecnologia... o que for preciso. Mais uma vez, trata-se de confiança, dizendo: “Estou disposto a investir em você e em suas ideias, porque acredito que você vale a pena”. Depois, saia do caminho e deixe as pessoas fazerem suas coisas. Não conceda autonomia se você, como gestor, não estiver preparado. Tenha em mente que tirar a autonomia depois de dá-la é um matador infalível de motivação de colaboradores.

 

Fonte: Entrepreneur